O Trono de Deus

 

A palavra trono ocorre 62 vezes no Novo Testamento. Destas, 47 aparecem no livro do Apocalipse e, no capítulo 4, temos 14 ocorrências. Ou seja, trono é uma palavra chave neste capítulo. Este é o trono de Deus e suas várias referências servem para nos lembrar que existe um trono exaltado acima de todos os tronos, de onde Deus governa este planeta conduzindo sua história para um final feliz para todos os que aceitam Seus planos. O cenário da visão do capítulo 4 e 5 de Apocalipse é o próprio santuário celestial, onde se encontra o trono de Deus e Cristo ministra em favor de Seus filhos.

 

Estudando Juntos

Responda as perguntas usando de preferência a Bíblia na versão Almeida Revista e Atualizada.

 

O trono de Deus

  1. Que cena João viu e que convite lhe foi feito? Apocalipse 4:1.

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Saímos de uma porta no capítulo 3 (verso 20) para uma outra no capítulo 4 (verso 1). Que porta é esta? O santuário terrestre era um tipo do Santuário Celestial (Hebreus 8:5; 9:23, 24), e João contemplou “uma porta aberta no céu”, não aberta para o céu, isto é, era uma porta no Santuário Celestial.

Depois de contemplar a porta, João ouve a mesma voz de trombeta que havia ouvido na visão do Cristo ressurreto (1:10). Jesus inicia aqui as revelações a João fazendo-lhe um convite para entrar por esta porta. Jesus mostra a João o que aconteceria “depois destas coisas”, certamente uma alusão aos eventos que teriam lugar na história, como os períodos das sete igrejas dos capítulos anteriores que estudamos.

 

  1. Além de uma porta aberta no céu o que mais João viu? Apocalipse 4:2-3.

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João havia descrito a Jesus em termos humanos, de acordo com o que ele viu (Apocalipse 1:13-16). Já no capítulo 4 ele não diz quem estava sentado no trono. Havia uma presença e por causa de Seu caráter divino, e muito brilho ao Seu redor, tornara-se difícil para o profeta descrever a divindade em termos humanos (ver Ezequiel 1:26-28). Outros textos vão indicar que aquele que está sentado no trono é Deus, o Pai (ver Apocalipse 4:10, 11; 6:16, 17; 7:9), contudo Deus e Jesus estão tão intimamente unidos (João 10:30) que algumas vezes João os vê partilhando o mesmo trono (Apocalipse 5:6; 7:17; 22:1, 3).

O arco-íris é semelhante a esmeralda. O verde vivo desta pedra expressa bem a misericórdia de Deus e, ao redor do trono, o arco-íris é um belo símbolo de esperança, quando apareceu pela primeira vez o arco-íris foi um sinal do eterno concerto de paz da parte de Deus (Gênesis 9:11-17). Mas não pode haver arco-íris sem a união da luz solar e das gotas de água. Assim, o arco circundando o trono é uma figura da misericórdia e justiça divina que se encontram e se misturam. O salmista declara: “Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (Salmo 85:10).

 

  1. Quantos anciãos haviam sentados em tronos ao redor do trono principal? Quem são eles? Apocalipse 4:4; 5:9; Mateus 27:50-53.

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Os vinte e quatro anciãos são mencionados 12 vezes no Apocalipse. Eles se vestem de branco, como os sacerdotes do tempo de Israel, um símbolo da “justiça dos santos” (Apocalipse 19:8). O fato de usarem coroas de ouro indica que foram vitoriosos sobre o pecado (2 Timóteo 4:8). São, portanto, pecadores salvos pela graça e que foram escolhidos para representar todos os salvos de todas as nações do mundo.

A Bíblia na Nova Versão Internacional, em Efésios 4:8 diz: “Quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativo a muitos prisioneiros, e deu dons aos homens”. Para que Jesus iniciasse Seu ministério no santuário celestial foi ungido com “óleo da alegria como a nenhum dos teus companheiros” (Hebreus 1:9). Esses “companheiros” não eram anjos, eram homens, aqueles que com Ele foram despertos de suas sepulturas (Mateus 27:50-53). Eles também são um cumprimento típico do serviço do santuário onde havia vinte e quatro turnos no sacerdócio levítico (ver 1 Crônicas 24:3-19; Lucas 1:5, 8, 9).

 

  1. O que mais viu João diante do trono? Apocalipse 4:5.

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João disse que diante do trono ardem sete tochas de fogo, e que essas tochas são os “sete espíritos de Deus”. No santuário terrestre havia um candelabro com sete lâmpadas, as quais deviam estar sempre acesas (ver Êxodo 25:31-39). Sendo o número sete uma figura de totalidade e perfeição, neste contexto se refere ao Espírito de Deus em Sua plenitude (Zacarias 4:10; Provérbios 15:3). Assim, a visão revela a presença da Trindade neste capítulo, de modo semelhante ao capítulo um.

 

  1. Que outros seres João viu ao redor do trono e qual era sua aparência? Apocalipse 4:6-8.

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João não foi o primeiro profeta que contemplou estes quatro seres viventes. O profeta Ezequiel teve visão similar muito antes dele (ver Ezequiel 1:4-10). Estes seres pertencem a categoria de serafins, já que possuem seis asas (Isaías 6:1-3), enquanto que os querubins possuem quatro asas (Ezequiel 10:19-21).

Alguns comentaristas têm ligado esses quatro seres viventes a quatro aspectos do ministério de Cristo, realçados nos evangelhos. Mateus escreve sobre o caráter real de Jesus dando ênfase ao rei em seu reino (25:34; 27:37). Isto é bem simbolizado pelo Leão, o majestoso rei dos animais. Marcos retrata a Jesus principalmente como servo dos homens (9:35; 10:44), sendo o novilho (boi) o símbolo de serviço. O evangelista Lucas revela Jesus como filho do homem (4:1-2; 9:56), daí o rosto como de homem. Por sua vez, João destaca a deidade de Jesus (1:1, 14; 10:1-2; 10:30). Essa característica de Jesus é simbolizada pela águia voando.

Ainda outra aplicação pode ser feita às tribos de Israel. Embora o relato da organização delas no deserto, em Números 2, não mencione, a tradição judaica ensina que elas estavam sob os estandartes das quatro tribos líderes. O estandarte da tribo de Judá era um leão; da tribo de Ruben um homem; o estandarte da tribo de Efraim um boi e, da tribo de Dã, uma águia.

  1. Que cântico João ouviu destes quatro seres viventes e dos vinte e quatro anciãos? Apocalipse 4:9-11.

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Nesta cena litúrgica, todo o céu se une num espírito de louvor e ações de graças. A ênfase deste cântico está no fato de Deus ser o Criador de todas as coisas e por isso é o único ser digno de receber a glória, a honra e o poder. Em qualquer lugar na Bíblia, quando se faz referência ao direito de Deus à reverencia e adoração, acima dos deuses dos pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador.

 

Um livro selado com sete selos

  1. João acrescenta novos detalhes à visão. O que ele viu na mão direita de Deus? Apocalipse 5:1.

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Os selos eram usados na antiguidade para autenticar e dar validade a documentos (ver 1 Reis 21:8; Neemias 9:38; Ester 8:8), e também para selar (fechar) o conteúdo de uma mensagem escrita (Isaías 29:11; Daniel 12:4, 9).

Que livro selado é esse selado com sete selos? O capítulo 6 de Apocalipse lança luz sobre o conteúdo deste livro. Refere-se ao desenrolar e progresso da história cristã através dos séculos. João percebeu a importância do conteúdo do livro e, ansioso por conhecê-lo, entrou em desespero e começou a chorar (Apocalipse 5:4), porque não foi achado ninguém digno, no universo inteiro, capaz de abrir o livro e desatar-lhe os selos.

 

  1. Qual foi a boa notícia que um dos vinte quatro anciãos trouxe para João? Apocalipse 5:5.

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A expressão “Leão da tribo de Judá” é tomada de Gênesis 49:9, quando Jacó (Israel), no leito de morte, pronunciou as “bênçãos” a seus filhos. Referindo-se a Judá, ele predisse que o mesmo teria preeminência entre seus irmãos. Mais tarde o trono de Israel seria ocupado por seus descendentes (1 Samuel 16:1; 1 Reis 9:4-5). E Jesus descendia de Judá (Mateus 1:1-16; Hebreus 7:14).

Já a expressão “Raiz de Davi” se baseia em Isaías 11:1, 10, quando se fala acerca da “Raiz de Jessé”, o pai de Davi. Paulo usa a figura da “raiz” como se referindo a Cristo, o segundo Davi (Romanos 15:8-12). Para que não reste dúvida sobre a identidade da “raiz de Davi”, o próprio Jesus declarou: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a brilhante Estrela da manhã” (Apocalipse 22:16).

O texto ainda diz que Jesus “venceu para abrir o livro e os seus sete selos”. Jesus venceu a Satanás no deserto da tentação (Mateus 4:1-11), e também o venceu na cruz (João 16:33; Apocalipse 12:10), e hoje nos oferece a vitória (1 Coríntios 15:57; Apocalipse 3:21).

 

O Cordeiro de Deus

  1. O que João contemplou em seguida e que estava no meio do trono? Apocalipse 5:6.

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O ancião havia dito a João que o “Leão de Judá” era digno de abrir o livro. Mas quando ele se volta para o trono ele vê um cordeiro. Que contraste! O profeta Isaías usou o símbolo de um cordeiro para representar o Messias (Isaías 53:7). No Novo Testamento o simbolismo se aplica a Jesus (João 1:29; 1 Pedro 1:19). No livro do Apocalipse a palavra cordeiro aparece 29 vezes e se aplica a Jesus (Apocalipse 7:14; 22:1).

 

  1. O que aconteceu quando o Cordeiro, Jesus, tomou o livro selado das mãos de Deus? Apocalipse 5:7-10.

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Quando Jesus tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante dEle e O adoraram. Só Jesus era digno de abrir os sete selos e desvendar, perante Seu povo, os eventos da história desde os dias de João até o estabelecimento do Seu reino. Eles cantavam que Jesus era digno: “foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação”.

O tema central deste cântico é que fomos comprados por preço de sangue. Jesus pagou o preço de nossa redenção morrendo sobre a cruz (1 Pedro 1:18-20). Por isso somente Ele é digno de ser louvado por toda a eternidade (Atos 4:11, 12).

 

Conclusão

Em nosso próximo estudo aprenderemos sobre abertura do livro selado com sete selos. Cada selo, ao ser aberto pelo Cordeiro, revela um acontecimento da história envolvendo Seu povo. Veremos que Deus não está alheio a tudo que se passa em nosso planeta. Descobriremos um Deus de amor que se importa com Seus filhos e, trabalha incansavelmente para a salvação deles. De fato, na cruz, Deus entregou Seu filho como o pagamento exigido por nosso resgate (João 3:16).

 

  1. Como posso me apropriar dos méritos de Cristo para minha salvação? Apocalipse 3:20; João 1:12.

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Esta é a estranha obra de Deus – o justo morre para que o pecador viva! Jesus foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. Nas palavras do profeta Isaías: “… Ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Isaías 53:5).

 

Minha declaração de fé

Assinale com um X se concordar com as declarações abaixo:

 

( ) Creio que Deus, de Seu trono no céu, governa este planeta e está conduzindo sua história para um final feliz!

( ) Desejo louvar a Jesus de todo o meu coração e ser-Lhe grato, todos os dias, por tão maravilhoso sacrifício em meu favor.

( ) Desejo abrir a porta de meu coração e permitir que Jesus assuma o completo controle de minha vida. Peço sabedoria para viver o presente me preparando para as glórias da eternidade.

 

 

Bênção final

“… Que a paz de Deus, que excede todo entendimento, guarde seu coração e sua mente em CRISTO JESUS”. (Filipenses 4:7).

 

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