Dúvida. E agora?

É ou não é? O que, quando, como, por que, para que? Duvido que nuca tenha dúvida. E se não for assim? Mas se não der certo? Qual será? Até quando você vai ficar dividido entre dois senhores pensamentos? Sem sátira ou ironia devo perguntar: Já duvidou de si mesmo? Quantas vezes você se titubeou a respeito de alguém? Desconfiar do próximo é mais fácil e prático. Aos olhos de sua mente uma pessoa cheia de dúvidas, indecisa, merece assumir grandes responsabilidades? Diversas pessoas tomam decisões apressadamente, no calor da paixão, e depois são acusadas, condenadas por tamanha tolice. Dia a dia, nos movemos entre dois pólos opostos: razão e emoção.

Na dúvida o governador Pilatos lavou as mãos. “Quem é que vocês querem que eu solte: Jesus Barrabás ou este Jesus, que é chamado de Messias?”. A multidão respondeu imediatamente: “Que o castigo por essa morte caia sobre nós e sobre os nossos filhos”. Ao meio-dia de sexta-feira, o condenado já estava cravado na cruz e começou a escurecer. Durante três horas, a terra ficou na escuridão. Às quinze horas, Jesus dialogou com o Pai e logo em seguida morreu. Houve um grande terremoto. O oficial do exército e os soldados escalados para aquela execução presenciaram tudo e disseram: “De fato, este homem era o Filho de Deus!”. O castigo de uma decisão precipitada pode ser a prisão da liberdade, a falência da vida.

Por causa das nossas escolhas, relacionamentos são abalados, a terra debaixo dos pés parece sumir, gerações são atingidas e o mundo agoniza. Jesus fez a escolha certa! Sem dúvida a sua missão foi cumprida. Quanto a você, precisa decidir. Não passe sua responsabilidade para outros. Agora é a sua vez de agir. Resista à pressão e assuma os riscos. Pilatos não deu atenção aos conselhos da esposa, mas fez a vontade da maioria. Quando ouvir duas vozes falando a seu coração, veja quem é a razão e sem perder a emoção governe com segurança. Lembre-se que sempre exercerá influência sobre alguém. Há poder no silêncio e nas palavras.

Adão duvidou que fosse possível concertar a péssima escolha de sua esposa Eva no jardim da criação. A mulher de Ló não deu crédito ao que o Senhor falou ao seu esposo na saída de Sodoma e virou uma estátua de sal. Somente oito entraram na arca que sobrevivera ao dilúvio. O rei Nabucodonosor acreditou na interpretação de Daniel a respeito do sonho que mudará a história do planeta terra. Ignorar esses fatos decisivos é considerado uma ofensa, pois jamais devemos condenar a opinião alheia.

Na dúvida, não ultrapasse suas fronteiras. Limite-se ao seu torrão, ao conhecido. Quando ela arrebatar seus sentimentos e estacionar a pergunta: E agora? Que o “sim” de você seja sim, e o “não”, não. Duvide com fé das propostas fáceis do anjo caído que, se preciso for, faz uma serpente falar, se disfarça de bonzinho e inculca a dúvida do mal. Nesse caso não deve haver diálogo, resista e o duvidoso foge.

Você não precisa andar assustado, desconfiado, descrente. Não ponha a dúvida onde não é necessário, evite ser ela. Amenize o lado de quem está injustiçado, sofrendo um pré-julgamento. Indubitavelmente será recompensado. O que há de vir vem, e não tarda. O melhor está assegurado para você. Deposite sua confiança no Pai da verdade, naquele em quem não pode haver dolo, mácula, insegurança, dúvida. A luz que recebe agora é uma guia em sua trilha, iluminando cada passo, desvie-se do mal e viva com esperança. Que seus empreendimentos, em todas as áreas, sejam alicerçados em decisões aconselhadas pelo Mestre. Faça dessas palavras sua prece modelo: “E não deixes que seja tentado, mas livra-me do mal”. Mateus 5:37, 6: 13 e 27:17-25.

J.Washington F. Alves

Jornalista e radialista
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Extraído do livro: E agora? A pergunta da vida.

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