Desvendando o Sinal da Besta

A Besta que sobre da Terra e o seu número.

 

Apocalipse 13:11-18 – Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão. Exerce toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens. Seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta, àquela que, ferida à espada, sobreviveu; e lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta. A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.

 

Enquanto João continua observando as cenas proféticas se desenrolarem, ele vê outra besta. Esta surge da terra, e tinha dois chifres como os de um cordeiro e falava como um dragão.

A descrição dessa nova besta nos diz algo sobre sua ligação com a primeira besta. O poder romano se uniria com a besta da terra.

Há um interessante contraste entre a nova besta de Apocalipse 13:11 e as bestas de

Apocalipse 13:1 (ler o texto) e de Daniel 7.

A besta de Apocalipse 13:11 surge da terra firme. Os outros animais surgem do mar.

Água representa povos (Ap.17:15).

Portanto, terra, representa área não povoada.

No início, esse novo poder tem as características de um cordeiro. Ele se comporta de modo manso e gentil. Mas, depois, fala como um dragão, como Satanás. Esse poder termina oprimindo e enganando, justamente como o poder romano.

Reunindo as informações fornecidas pelos capítulos 12-13, conclui-se que esse novo poder surge de um lugar pouco habitado, no final dos 1260 anos descritos em Apocalipse 13:1-10 ou, em torno de 1798. Que nação apareceu em cena nessa ocasião, num lugar relativamente desabitado? Os sinais apontam claramente para os Estados Unidos da América.

Anabainon – crescer como uma planta.

 

TERRA = REGIÃO NÃO POVOADA

 

“Que nação do novo mundo se achava em 1798 ascendendo ao poder, apresentando indícios de força e grandeza, e atraindo a atenção do mundo? a aplicação do símbolo não admite dúvidas. uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; Esta aponta para os Estados Unidos” G.C.439

O surgimento dos EUA – O respeitado escritor americano G. A. Towsend descrevendo a origem dos Estados Unidos, fala do “mistério de sua procedência do nada”. (O Novo mundo Comparado com o Velho).

“Semelhando a semente silenciosa, desenvolvemo-nos em império”. (Idem)

Um jornal europeu, em 1850, referiu-se aos Estados Unidos como um “império maravilhoso, que estava emergindo e no silêncio da terra aumentando diariamente seu poder e orgulho”. (The Dublin Nation)

Os dois chifres simbolizam as duas poderosas características do sistema governamental norte-americano: liberdade civil e liberdade religiosa.

“Todos os homens foram criados iguais; dotados pelo Criador com certos direitos que não se pode ferir, dentre eles se destacam a vida, a liberdade e a busca pela felicidade”. (Discurso de Abraão Lincoln)

Proposta Americana – liberdade e paz

Os Estados Unidos, como campeão da democracia e dos direitos individuais, iniciou como um cordeiro. Os dois chifres simbolizam as duas poderosas características do sistema governamental norte-americano: liberdade civil e liberdade religiosa, mas algo ocorreu com esse poder semelhante a um cordeiro. Os versos 12 a 18 nos contam que ele (EUA) faz uma aliança com a primeira besta (poder romano).

 

Verso 12 “E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada”.

Verso 13 “E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens”.

Verso 14 “E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse na presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia”.

Verso 15 “E foi-lhe concedido que desse fôlego à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta”.

Versos 16 e 17 “E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas; para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome”.

O verso 18 declara: “Aqui está a sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis.” (666)

O que é a imagem da besta? Como ela será formada?

Quando os EUA com as suas igrejas se unirem, então estabelecerá a marca da primeira besta. Todos serão obrigados a ter a marca ou serão perseguidos. Como no passado. (13:16-18).

“Quando, porém a observância do domingo for imposta por lei, e o mundo for esclarecido relativamente à obrigação do verdadeiro sábado…” Será lançada a marca da besta. (GC 449)

“Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o SENHOR que os santifica”. (Ez. 20:12,20)

Sigilla Solis, Estrela Basilisco – Trazem a tábua numérica da sequencia:

 

 

 

 

 

01

 32  34  03  35  06  111
 30  O8  27  28  11  07  111
 20  24  15  16  13  23  111
 19  17  21  22  18  14  111
 10  26  12  09  29  25  111
 31  04  02  33  05  36  111
 111  111  111  111  111  111  666

 

No Panteão Babilônico, o deus menor era representado pelo 6. O deus maior, pelo 60 e a totalidade dos deuses pelo 600. (666) – Ap. 13:2

 

VICARIVS FILII DEI – 666 em numerais romanos

“…É número de (do) homem…”

 

O homem foi criado no sexto dia.

 

Besta do Mar

Besta da Terra

Imagem da Besta

Marca da Besta

Número da Besta

Roma

Governo

União das Igrejas

Domingo

666

Papa

EUA

Papa

EUA

Homem sem a lei

 

A quem obedecer?

 

Apocalipse 14:9-11 (ler o texto)

Apocalipse 14:12 (ler o texto)

Atos 5:29 (ler o texto)

 

“Seja fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap. 2:10)

 

“Não temas, eu sou contigo…” (Is. 41:10). A maior certeza é de que Jesus vai voltar!

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  1. Anderson

    A matéria ia bem, até confundir tudo com a ”guarda do sábado” — de fato, o Adventismo do 7º Dia (o Movimento Milerita) é um equívoco => “Portanto, não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de sábado. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo.” (Cl.2:16-17) “Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um e destruiu a barreira, o muro de inimizade, anulando em seu corpo a Lei dos mandamentos expressa em ordenanças. O objetivo dele era criar em si mesmo, dos dois, um novo homem, fazendo a paz,” (Ef.2:14-15). Enfim, a guarda do sábado não consta da doutrina apostólica.



    1. ligia

      Olá, Anderson.
      Muito obrigado por sua visita em nosso site. Gostaria de compartilhar com você uma resposta baseada unicamente na Bíblia sobre este assunto de Colossenses 2. O texto é longo, mas vale a pena para quem é interessado em buscar respostas na Bíblia.

      “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados”.
      Existem pelo menos três interpretações sobre os “sábados” de Colossenses 2:16:
      1) Que o texto se refere ao sábado semanal e, portanto, indica que o 4º mandamento não tinha mais importância na era cristã, ou seja, fora abolido;
      2) Que o texto se refere ao sábado semanal, mas, Paulo não está dizendo que o mesmo deixou de ser importante. Está apenas condenando a maneira errada como o dia vinha sendo observado na igreja de Colossos;
      3) Que o texto está tratando dos chamados “sábados cerimoniais” ou anuais, que faziam parte das festas judaicas que apontavam para o Messias, o Salvador.

      Analisaremos os três posicionamentos. Mas, antes, convém entendermos o contexto interno do livro de Paulo aos Colossenses para sabermos se a questão abordada pelo apóstolo é ou não o dia de guarda.

      Breve análise do contexto interno da carta aos Colossenses
      Paulo escreveu a carta aos Colossenses por volta do ano 61 D.C e ele começa, já no capítulo 1, defendendo a supremacia de Cristo. Isso indica que um dos problemas enfrentados na igreja era a respeito da Divindade do Salvador. Que havia alguns hereges questionando se o Salvador era ou não o personagem central da salvação. Podemos ver no capítulo 2 dos versos 6 ao 9:

      “Portanto, assim como vocês receberam Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão. Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo e não em Cristo. Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade”.

      Perceba que o apóstolo recomenda que os cristãos de Colossos tenham cuidado com os falsos ensinos a respeito de Cristo, isso porque, havia pessoas na igreja (provavelmente gnósticos) que negavam a supremacia e Divindade do Salvador e que ensinavam outras heresias maléficas. Veja a lista de heresias, mentiras, que Paulo refuta :
      a) Cristo não é superior aos anjos, ou seja, a Divindade dEle estava sendo questionada – Colossenses 2:3, 4, 8, 9;
      b) O que é material é mau, até mesmo comidas puras e o próprio corpo – Colossenses 2:16; 21 e 23 (atente para a expressão “severidade com o corpo”, que se refere a um espécie de auto-penitência);
      c) Adoração a anjos e falsas visões – Colossenses 2:18.
      Nos demais capítulos (3 e 4), o apóstolo se preocupa em passar instruções à igreja sobre o viver santo, a responsabilidade diante da sociedade e da família e acerca da importância de orar e proceder bem com os de fora da igreja.
      Não é coisa simples identificar todos os problemas que Paulo estava enfrentando com a igreja de Colossos, mas, de uma coisa podemos ter certeza: em Colossenses 2:16, ele não está sendo contra a observância de um dia religioso, pois esse não era o problema em questão. Além disso, o Sábado nunca foi uma heresia para que pudesse ser combatido pelo apóstolo. Se guardar o Sábado fizesse parte das heresias de Colossos, então o próprio Deus seria um “herege” ao criar o mandamento [o que seria um absurdo] (Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11), e Paulo foi pior ainda, pois era um fiel guardador do mandamento (veremos adiante). Portanto, seja o que for que Paulo esteja combatendo na carta, não é a observância correta de dias religiosos. Isso precisa ficar bem claro logo de início para fazermos um estudo sério e honesto da Palavra de Deus.
      Analisemos os três posicionamentos que os cristãos têm apresentado a respeito de Colossenses 2:16:

      Primeiro posicionamento: Sugere que o 4º mandamento teria sido abolido
      Além de Colossenses 2:16, os que assim se posicionam usam textos como Isaías 1:13, Oséias 2:11, Colossenses 2:14-17, etc. , para dizer que o mandamento do sábado não está mais em vigor em nossos dias. Alguns que adotam essa tese são: o Pr. João Flávio Martinez, do Centro Apologético “Cristão” de Pesquisas (CACP) e Natanael Rinaldi, do Instituto “Cristão” de Pesquisas (ICP). Citam mais frequentemente Colossenses 2:14-17 porque a passagem explicitamente fala de haver Cristo “cravado algo na cruz” (verso 14). Na compreensão deles, o que foi “cravado na cruz” foi a Lei.
      Eles também argumentam que a palavra “sábado” ocorre aproximadamente 60 vezes no Novo Testamento e, se Colossenses 2:16 não estivesse tratando do Sábado semanal, seria a única vez na Bíblia que a palavra seria empregada de maneira diferente. Os adeptos da segunda teoria que estudaremos logo mais também raciocinam dessa forma, só que defendem a perpetuidade do mandamento.
      A interpretação de que Colossenses está anulando a lei do Sábado está errada pelas seguintes razões:

      1) A Lei de Deus, mesmo não sendo o meio de salvação (somos salvos pela graça – Efésios 2:8, 9), é o padrão de conduta para todo crente que está sendo santificado pelo Espírito Santo: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos”. Efésios 2:10. Claramente o verso de Efésios diz que não somos salvos pelas boas obras, mas as devemos praticar. É por isso que Jesus diz que o cristão é “o sal da terra” e a “luz do mundo” (Mateus 5:13, 14). Sem obras, não podemos “dar sabor” (propósito do sal) à vida das pessoas e nem “iluminá-las”;

      2) A Lei é o padrão de julgamento porque indicará se a nossa fé nos transformou ou não: “Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez”. Apocalipse 22:12. “Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade”. Tiago 2:12. “Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta”. Tiago 2:17. “Aquele que diz: ‘Eu o conheço’, mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele”. 1 João 2:4. “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos”. João 14:15. Os anjos não são oniscientes como Deus e, por isso, precisam ver (assim como as pessoas a quem testemunhamos) que realmente aceitamos a Jesus e que vivemos como Ele viveu (1 João 2:6).

      3) Sendo o padrão do julgamento divino e um reflexo do caráter amoroso dEle, a Lei é eterna: “Há muito aprendi dos teus testemunhos que tu os estabeleceste para sempre”. Salmo 119:152. “Não pensem que vim abolir a Lei ou os Profetas; não vim abolir, mas cumprir. Digo-lhes a verdade: Enquanto existirem céus e terra, de forma alguma desaparecerá da Lei a menor letra ou o menor traço, até que tudo se cumpra”. Mateus 5:17, 18 (Palavras de Jesus ). “Anulamos então a Lei pela fé? De maneira nenhuma! Ao contrário, confirmamos a Lei”. Romanos 3:31.

      A Bíblia de Estudo Plenitude (Sociedade Bíblica do Brasil), elaborada por vários estudiosos evangélicos, afirma em sua nota de rodapé a respeito de Romanos 3:31:

      “As leis morais de Deus não são abolidas pelo evangelho de Cristo. Ao invés disso, todo o plano de salvação, incluindo a obediência de Cristo à Lei por nós e sua morte para pagar a penalidade por termos violado a Lei, mostra que os padrões morais de Deus são eternamente válidos”.

      E, de acordo com Êxodo 20:1-17 e Deuteronômio 5:1-21, o mandamento do Sábado é de ordem moral!

      4) O livro de Atos foi escrito aproximadamente 62 anos depois da morte de Cristo na cruz e nele podemos ler que o Sábado continuou sendo observado como dia religioso pelos seguidores de Jesus (ver textos no item 5): “De Perge prosseguiram até Antioquia da Pisídia. No sábado, entraram na sinagoga e se assentaram”. Atos 13:14. “O povo de Jerusalém e seus governantes não reconheceram Jesus, mas, ao condená-lo, cumpriram as palavras dos profetas, que são lidas todos os sábados”. Atos 13:27.

      5) Paulo era um observador do Sábado. Era o dia preferido para ele pregar o evangelho. Portanto, não poderia em um lugar guardar Sábado e noutro texto dizer que o mesmo foi “abolido”. Seria incoerente o apóstolo agir de um jeito e ensinar outra coisa: “Quando Paulo e Barnabé estavam saindo da sinagoga, o povo os convidou a falar mais a respeito dessas coisas no sábado seguinte. No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra do Senhor”. Atos 13:42, 44. “No sábado saímos da cidade e fomos para a beira do rio, onde esperávamos encontrar um lugar de oração. Sentamo-nos e começamos a conversar com as mulheres que haviam se reunido ali”. Atos 16:13 . “Segundo o seu costume, Paulo foi à sinagoga e por três sábados discutiu com eles com base nas Escrituras”. Atos 17:2. Veja que Paulo não guardava o Sábado para “agradar os judeus”. Era costume dele obedecer ao mandamento. Fazia parte do estilo de vida dele! Mesmo porque, em Atos 16:13, quando guardou o Sábado, ele estava em território Macedônico (a norte da Grécia) e não em território judeu!

      “E, uma vez que tinham a mesma profissão, ficou morando e trabalhando com eles, pois eram fabricantes de tendas. Todos os sábados ele debatia na sinagoga, e convencia judeus e gregos”. Atos 18:3, 4. Paulo não construía tendas aos Sábados, obedecendo ao mandamento de Êxodo 20:8-11. De acordo com Atos 18:11, o apóstolo ficou um ano e meio em Corinto, o que indica que só nessa cidade ele guardou 78 Sábados! Não há como ter dúvidas de que o dia do Senhor não é (e nunca será) o domingo !

      6) Deus disse para “lembrarmos” do Sábado. Não haveria necessidade de tal ênfase no mandamento se ele estivesse sendo abolido em Colossenses 2:16. “Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo”. Êxodo 20:8.

      7) Em Apocalipse 14:6-12 há os Três Últimos Recados de Deus à Humanidade, conhecidos como “Três Mensagens Angélicas”. Elas estão no contexto do “evangelho eterno” (Apocalipse 14:6), indicando que fazem parte do mesmo.
      A primeira mensagem (ou recado) é uma ordem para guardarmos o Sábado como memorial do Deus Criador e memorial do Deus Salvador: “Ele disse em alta voz: ‘Temam a Deus e glorifiquem-no, pois chegou a hora do seu juízo. Adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas’”. Essas palavras sublinhadas estão parafraseando Êxodo 20:11, que nos dá razão para santificarmos o sétimo dia! “Pois em seis dias o SENHOR fez os céus e a terra, o mar…”.

      8) Não devemos dizer que a Lei do Senhor foi abolida porque assim estaremos desrespeitando ao Juiz de toda a terra. Davi, o homem segundo o coração de Deus (Atos 13:22), disse que já nos dias dele a Lei estava sendo ignorada e profetizou que um dia o Justo Juiz (João 5:22) virá para julgar tais pessoas: “Já é tempo de agires, SENHOR, pois a tua lei está sendo desrespeitada.” Salmo 119:126.

      9) Na Nova Terra iremos observar o sétimo dia (Isaías 66:23) da semana para louvar o Criador e também a Festa de Lua Nova, período mensal em que comeremos da árvore da vida, segundo Apocalipse 22:2.

      “‘De uma lua nova a outra e de um sábado a outro, toda a humanidade virá e se inclinará diante de mim’, diz o SENHOR”. Isaías 66:23.

      Se o Sábado será celebrado na Nova Terra, precisamos nos acostumar a observá-lo nos dias de hoje, antes da volta de Jesus! (ler Hebreus 3:13).

      Segundo posicionamento: Afirma que o sábado mencionado em Colossenses 2:16 é o semanal. Paulo não está combatendo o mandamento, mas sim uma maneira errada de guardar o dia, ensinada pelos hereges em Colossos.
      Essa é a posição de alguns teólogos, inclusive adventistas. Entre eles, se destaca o Dr. Samuelle Bacchiocchi, que foi o único não católico a defender uma tese doutoral na Universidade do Vaticano. Ele diz que o termo “Sábado” não poderia ser um sábado cerimonial por várias razões, entre elas: “Uma outra indicação significativa insurgindo contra os sábados cerimoniais, é o fato de que estes já estão incluídos nas palavras ‘dias de festa’ e se ‘sábado’ (grego sabbaton) significasse a mesma coisa, haveria uma repetição desnecessária”.
      A série de dias mencionados em Colossenses 2:16: “dias de festa (festividades anuais), lua nova (período mensal) e sábados” (período semanal), quando comparada com outros textos bíblicos, dá a entender que Colossenses trata do sábado semanal. Entretanto, no Antigo Testamento, nem sempre esta ordem de “festividades anuais”, “festa mensal” e “festa semanal” aparece. Leia em oração os textos a seguir e veja as diferenças e semelhanças com a construção frasal de Colossenses 2:16:

      • 2 Reis 4:23 – Um período mensal (sábado) e outro semanal (Lua Nova);
      • Isaías 66:23 – Um período mensal e outro semanal;
      • Ezequiel 46:1 – Período semanal e mensal;
      • Amós 8:5 – Período mensal e semanal;
      • 1 Crônicas 23:31 – Período semanal, mensal e festas fixas anuais (dificilmente ocorreria aqui uma repetição desnecessária, como diz do Dr. Bacchiocchi);
      • 2 Crônicas 2:4 – Período semanal, mensal e outro de festividades anuais;
      • 2 Crônicas 8:13 – Período semanal, mensal e de festas anuais;
      • 2 Crônicas 31:3 – Período semanal, mensal e outro de festividades;
      • Neemias 10:33 – Um período Semanal, um mensal e outro de festividades anuais;
      • Isaías 1:13 – Período mensal, semanal e de festas anuais.
      • Ezequiel 45:17 – Período mensal, semanal e outro de festividades anuais.
      • Ezequiel 46:3 Período semanal e outro mensal.
      • Oséias 2:11 Período mensal, semanal e festividades anuais.
      Perceba que a semelhança das construções das frases dá a entender que Colossenses 2:16 segue a mesma ordem de eventos, culminando com um período semanal.
      Ao explicar o porquê de o Sábado estar sendo mencionado na carta aos Colossenses, Bacchiocchi diz: “… podemos estabelecer que o sábado é mencionado na passagem não no contexto de uma discussão direta a respeito da obrigação da lei, mas no contexto de crenças e práticas sincretistas (que incorporava elementos do Velho Testamento, indubitavelmente para prover justificativas para seus princípios ascéticos)18 advogados pelos “filósofos” colossenses. Não somos informados de que tipo de observância de sábado esses mestres promoviam, todavia, na base da ênfase que davam à escrupulosa adesão a “regulamentos”, aparentemente o dia devia ser observado de um modo rigoroso e supersticioso”.

      Ele continua:
      “O fato então que no contexto de Colossenses 2 o “termo “lei” (grego nomos) se encontra ausente…da controvérsia” corrobora o que dissemos anteriormente, a saber, que a heresia colossense não se baseava no costumeiro legalismo judaico, mas sim nos incomuns (sincretísticos) tipos de regulamentos ascéticos e cúlticos, que minavam toda a suficiência da redenção de Cristo.

      Significado do termo “escrito de dívida” que foi “pregado na cruz”
      Aqui voltamos ao argumento dos pastores João Flávio Martinez e Natanael Rinaldi (citei apenas alguns) de que “o que foi cravado na cruz, de acordo com Colossenses 2:14, foi a Lei”. Na interpretação de Bacchiocchi e de outros estudiosos, o que foi encravado na cruz não foi a Lei. Isso porque o termo grego para a expressão “escrito de dívida” (cheirographon) não se refere à Lei, e sim a um “certificado de dívida” (de pecado), resultante de nossas transgressões. Deus removeu na cruz não a Lei, mas a possibilidade de cobrança contra os que foram perdoados por Cristo. Cristo removeu na cruz a possibilidade de condenação do ser humano! Ver Romanos 8:1.
      Em sua tese, Bacchiocchi sugere que o Sábado semanal está sendo abordado no texto, só que não a validade do mandamento em si, mas a forma errada como estava sendo guardado e ensinado pelos hereges de Colossos. Logo no início desta carta mencionei as heresias que estavam surgindo na igreja (Cristo é inferior, adoração a anjos, etc.) e que o Sábado jamais poderia fazer parte delas, sendo que o próprio Paulo o respeitava!
      Portanto, os teólogos que usam Colossenses 2:14-16 para dizer que a Lei de Deus e o Sábado foram “cravados na cruz”, não têm base bíblica e nem mesmo linguística para tal afirmação.

      Terceiro posicionamento: O texto de Colossenses 2:16 está fazendo menção aos sábados “cerimoniais” ou festas anuais (Levítico 23), que apontavam para Cristo.
      Assim como o Dr. Bacchiocchi, o grande apologista e pastor Francis D. Nichol também admite que a palavra Sábado aparece 60 vezes no Novo Testamento. Mas, para ele, as 59 vezes em que aparece trata-se do Sábado semanal e na sexagésima (Colossenses 2:16), o Sábado cerimonial é que está em questão. Essa festa cerimonial estaria apontando para Cristo (Colossenses 2:17) e, na compreensão dele (e de outros estudiosos), é sobre este tipo de “dia de descanso” cerimonial que Paulo está discutindo. A argumentação é que “o sábado jamais poderia ser uma sombra, como afirma Colossenses 2:17, de um evento futuro – a salvação em Cristo – sendo que foi criado no passado, no Édem”. Também, que o termo “ordenanças”, usado em Colossenses 2:14, se refere às ordenanças e leis cerimoniais do Antigo Testamento e, a expressão “escrito de dívida”, poderia ser “uma referência à lei mosaica, especialmente tal como a interpretavam os judeus. A semelhança da linguagem com Efé. 2: 15 e a proximidade entre as duas epístolas, fez pensar que o “escrito de dívida” e a “lei dos mandamentos em forma de ordenanças” são uma mesma coisa…”.

      Nichol argumenta:

      “Nenhuma dessas referências (59 encontradas) sugere que o Sábado havia perdido, estava em processo de perder, ou deveria perder algo da santidade que o havia distinguido até ali. Portanto, se o Novo Testamento ensina a abolição do Sábado, este ensino deve ser encontrado nessa única sexagésima referência”

      O mesmo escritor tem um comentário importante sobre a abolição da lei:
      “… a alegação de que o Decálogo (Dez Mandamentos) foi abolido na cruz assume um caráter monstruoso e sacrílego. Quando Cristo morreu na cruz, foi mudada a natureza moral de Deus? É um sacrilégio fazer essa pergunta. Enquanto Deus for de natureza imutável, os princípios morais que irradiam de Sua natureza permanecem imutáveis. Enquanto a natureza de Deus abominar a mentira, o furto, o homicídio, o adultério, a cobiça e os falsos deuses, o Universo, até às suas extremidades mais remotas, será controlado por leis morais contra esses maus atos” .
      Outros estudiosos também afirmam que os Sábados mencionados são os cerimoniais, e isso com base em Levítico 23:3, 27 e 38, que fazem distinção entre os aspectos moral e o cerimonial do Sábado:

      “Em seis dias realizem os seus trabalhos, mas o sétimo dia é sábado, dia de descanso e de reunião sagrada. Não realizem trabalho algum; onde quer que morarem, será sábado dedicado ao SENHOR. Levítico 23:3 – Sábado semanal.

      “O décimo dia deste sétimo mês é o Dia da Expiação. Façam uma reunião sagrada e humilhem-se, e apresentem ao SENHOR uma oferta preparada no fogo. É um sábado de descanso para vocês, e vocês se humilharão. Desde o entardecer do nono dia do mês até o entardecer do dia seguinte vocês guardarão esse sábado”. Levítico 23:27 e 32 – Sábado anual.

      “Além dos sábados do Senhor…” Levítico 23:38 – segundo essa linha de estudiosos, aqui é feita uma separação entre os Sábados cerimoniais e morais.

      Vejamos a opinião de alguns eruditos evangélicos a respeito de Colossenses 2:16:

      Albert Barnes, presbiteriano:
      “Não há nenhuma evidência nessa passagem de que Paulo ensinasse que não havia mais obrigação de observar qualquer tempo sagrado, pois não há a mais leve razão para crer que ele quisesse ensinar que um dos Dez Mandamentos havia cessado de ser obrigatório á humanidade. Se ele tivesse escrito a palavra ‘o sábado’, no singular, então, certamente estaria claro que ele quisesse ensinar que aquele mandamento (o quarto) cessou de ser obrigatório, e que o sábado não mais deveria ser observado. Mas o uso do termo no plural, e a sua conexão, mostram que o apóstolo tinha em vista o grande número de dias que eram observados pelos hebreus como festivais, como uma parte de sua lei cerimonial e típica, e não a lei moral, ou os Dez Mandamentos. Nenhuma parte da lei moral – nenhum dos Dez Mandamentos – poderia ser referido como ‘sombra das coisas futuras’. Estes mandamentos são, pela natureza da lei moral, de obrigação perpétua e universal”.

      Adam Clarke, metodista:
      “… O sábado semanal se apóia numa base mais permanente, tendo sido instituído no Éden, para comemorar o término da criação em seis dias. Levítico 23:38 expressamente distingue ‘o sábado do Senhor’ dos outros sábados. Um preceito positivo é bom porque é ordenado e deixa de ser obrigatório quando ab-rogado; um preceito moral é mandato eterno, por ser eternamente justo”.

      “O que foi dito anteriormente é suficiente para esclarecer que Paulo jamais pretendeu abolir, em Colossenses 2:16 e 17, a obrigatoriedade moral do quarto mandamento, que por ter sido instituído na criação (Gênesis 2:1-3) e fazer parte da lei moral (Êxodo 20:8-11), também é um mandamento ‘santo justo e bom’(Romanos 7:12)”.

      Jamieson, Fausset e Brown (comentaristas evangélicos muito reconhecidos) dizem que os Sábados anuais “tiveram um fim com os serviços judaicos aos quais pertenciam”. E continuam: “O sábado semanal repousa sobre um fundamento mais permanente, tendo sido instituído no Paraíso para comemorar o término da criação em seis dias” .

      Conclusão:
      1) O primeiro posicionamento dos teólogos a respeito de Colossenses 2:16 (de que o mandamento foi abolido) precisa ser totalmente descartado pelos cristãos, pois o tema em questão na carta de Paulo (entre os outros já mencionados) não é a observância ou não de um dia, mas a forma herética como os dias eram observados e heresias que se infiltravam na igreja. Isso fica claro no contexto (capítulo 2) onde o apóstolo combate vários ensinamentos errados;

      2) A guarda do Sábado nunca foi considerada uma heresia. Mesmo porque (a) Deus a instituiu – Gênesis 2:1-3 e (b) o próprio Paulo guardava o Sábado;

      3) O segundo posicionamento a respeito de Colossenses (de que Paulo fala de um sábado semanal que estava carregado dos exageros e heresias dos ascetas de Colossos) pode ser aceito levando-se em conta o contexto e outros versos bíblicos em que a expressão “dias de festa, lua nova ou sábados” indica uma sequência anual, mensal e semanal;

      4) O terceiro posicionamento sobre Colossenses 2:16 (de que os sábados são os cerimoniais) também é apoiado por alguns textos bíblicos (como, por exemplo, Levítico 23:3 e 27, 28 que distinguem o Sábado semanal do Sábado anual) e pode ser aceito.

      Repetindo: a primeira tese que diz ter sido o Sábado abolido não tem base bíblica. As outras duas podem ser aceitas, apesar de usarem “caminhos” diferentes, chegam ao mesmo destino: o Sábado foi e sempre será um memorial da criação e um dia separado para a comunhão com o Criador. É um Sinal de fidelidade entre Deus e os Seus filhos (Ezequiel 20:12, 20).
      Deixo-lhe alguns textos bíblicos para reflexão:

      “Feliz aquele que age assim, o homem que nisso permanece firme, observando o sábado para não profaná-lo, e vigiando sua mão para não cometer nenhum mal”. Isaías 56:2.

      “Os que amam a tua lei desfrutam paz, e nada há que os faça tropeçar”. Salmo 119:165.



  2. wilson lucas de souza

    gostaria que todos curtir este link dos sinais da volta do senhor JESUS que esta muito breve já esta cumprido o que a bíblia nos fala es ai os sinais



  3. marlene santos oliveira

    voamos cada dia obedecer apalavra de DEUS e nunca nega esse nome todo poderoso que deu a sua vida por mim e por você