Descrito o destino do mundo – Daniel 2

Já pensou como seria interessante se pudéssemos prever o futuro? Saber dos fatos antes que eles acontecessem? Poderíamos evitar um acidente de carro, uma briga, um divórcio e tantas outras coisas, não é verdade? Mas algo estranho aconteceria, pois todos saberiam o resultado final das coisas. Você iria a uma entrevista de emprego se soubesse que não seria aceito? Claro que não!

Em alguns momentos seria interessante conhecer o futuro, mas por outro lado, poderia ser extremamente tedioso, por exemplo: você gostaria de saber exatamente o dia e hora da perda de um amigo querido, um parente ou até mesmo saber o dia da sua morte? Não precisa dizer mais nada, certo?

Definitivamente, conhecer o futuro não seria tão bom como alguém imagina. Por isso, Deus não permitiu ninguém conhecer o futuro. Ninguém pode prever o amanhã, nem astrólogos, nem cartomantes, nem adivinhos, nem os que jogam búzios. Somente Deus conhece o futuro e pode dizer o que ainda vai acontecer (Isaías 44:6, 7). No estudo de hoje iremos descobrir como Deus revelou, através de um sonho, o futuro da humanidade.

A história secular é a melhor intérprete da profecia bíblica. Daniel disse claramente que Nabucodonosor, representante do império babilônico, era a cabeça de ouro da estátua. Babilônia dominou o mundo dos anos 605 a.C. até o ano 539 a.C..

O ouro era um simbolismo muito bem apropriado à Babilônia. Heródoto, considerado o “pai da história”, descreve o resplendor do ouro nos templos sagrados da cidade assim: “Na parte inferior do templo de Babilônia há outra capela, onde se vê uma grande estátua de ouro representando Júpiter sentado. Ao lado, uma grande mesa de ouro. O trono e o escabelo são do mesmo metal… Vê-se também, fora da capela, um altar de ouro… havia naquele templo, no recinto sagrado, uma estátua de ouro maciço de 12 côvados de altura”. (Heródoto. História, vol. 1, pp. 91, 92). O profeta Jeremias compara Babilônia com uma taça de ouro nas mãos do Senhor (Jeremias 51:7).

O reino que sucedeu Babilônia foi a Medo-Pérsia, liderada pelo grande Ciro (Isaías 45:1), e prefigurada no sonho pelo peito e braços de prata. A história da queda de Babilônia está registrada no Cilindro de Ciro, de propriedade do Museu Britânico. O arqueólogo britânico Hormuzd Rassam descobriu esse cilindro em março de 1879. Ele data do século VI a.C., e foi descoberto nas ruínas de Babilônia. Estava nas fundações de Esagila, o templo principal da cidade, consagrado ao deus Marduque. É deste templo que nos vem a comprovação histórica da queda de Babilônia e da ascensão do império Medo-Persa.

O cilindro de Ciro é dividido em vários fragmentos e registra uma declaração em escrita cuneiforme acadiana, em nome do rei Aquemênida da Pérsia, Ciro, o Grande. Nas linhas 15 a 21 do cilindro aparecem trechos dando a genealogia de Ciro, o Grande, e relatando a sua captura da Babilônia em 539 a.C.. Revela a queda de Nabonido, rei da Babilônia, e exalta os esforços de Ciro para repatriar os povos deslocados e restaurar templos e santuários religiosos pela Mesopotâmia e em outros lugares na região. A Medo-Pérsia dominou o mundo dos anos 539 a.C. até 331 a.C..

O terceiro reino, após a Medo-Pérsia, foi a Grécia de Alexandre, o Grande (331 a.C. a 168 a.C.). Este império está representado na estátua pelo ventre e quadris de bronze. Alexandre travou três batalhas até vencer Dario III, rei da Medo-Pérsia. A primeira foi a batalha de Grânico, no ano 334 a.C., a segunda foi a de Issos, no ano 333 a.C. e a última, no ano 331 a.C., foi a batalha de Arbela ou Gaugamela. Assim o ano 331 a.C. assinala o fim do império Medo-Persa e o início do domínio de Alexandre, o Grande.

O quarto reino mundial, representado na estátua pelas pernas de ferro e os pés de ferro e barro, foi a Roma dos Césares (168 a.C. a 476 d.C.). Jesus nasceu e morreu sob a jurisdição de Roma. O historiador britânico Edward Gibbon, em sua obra The Decline and Fall of the Roman Empire, (O declínio e queda do império romano) Vol. III, p. 543, menciona oito das dez tribos que minaram a autoridade de Roma:

Os poderosos visigodos adotaram universalmente a religião dos Romanos, com quem mantinham um intercâmbio perpétuo, de guerra, de amizade, ou de conquista. Durante o mesmo período, o cristianismo foi abraçado por quase todos os bárbaros, que estabeleceram seus reinos sob as ruínas do Império Ocidental; Os burguinhões na Gália, os suevos na Espanha, os vândalos na África, osostrogodos na Polônia, e vários bandos de mercenários (Hérulos) que levaram Odoacro ao trono da Itália. Os Francos e os Saxões ainda perseveraram nos erros do paganismo; entretanto, os Francos obtiveram a monarquia da Gália por sua submissão ao exemplo de Clóvis.

Dez tribos finalmente provocaram a queda do império romano do ocidente em 476 d.C., sendo Rômulo Augusto, seu último imperador. O desenvolvimento das tribos bárbaras resultou nas modernas nações europeias.

Os pés da estátua eram uma mistura de ferro e barro. Esse simbolismo fala de um reino dividido. Chegamos então aos dias das modernas nações da Europa que nunca mais foram unificadas.

O Clímax do sonho

Daniel disse que “nos dias destes reis”, os atuais países da Europa, “o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído” (Daniel 2:44). Este reino á representado no sonho por uma PEDRA, que foi cortada sem auxílio de mãos, e destruiu toda a estátua. A pedra representa Cristo (Isaías 28:16; 1 Coríntios 10:4; Lucas 20:17,18), e encontra seu cumprimento em Sua gloriosa vinda, quando dará fim aos reinos terrestres e estabelecerá Seu reino eterno, que jamais terá fim (Mateus 24:30; João 14:1-3; Apocalipse 1:7).

Martinho Lutero, o grande reformador do século XVI, também sustentava a visão que de Roma estava representada na estátua pelas pernas, pés e artelhos. Roma fora dividida nas modernas nações da Europa e que a pedra representava o reino de Cristo a ser estabelecido em Sua segunda vinda.

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